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O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realiza o seu compromisso com as mudanças. Mudanças exigidas há gerações pelo povo brasileiro, depois de 500 anos de História.
A equipe que acaba de assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia tem este mesmo compromisso. Mas a ele junta um outro: o da integração das ações de ciência e tecnologia no País, a partir de uma perspectiva larga, transparente e democrática. Ela será capaz de se opor a visões simplistas e unilaterais para a resolução de questões que desafiam não só o Governo e o MCT, mas a todos os que acreditam na ciência, na tecnologia e na inovação como instrumentos para aceleração do desenvolvimento, promoção da justiça social e afirmação da soberania nacional.
Para que estes objetivos sejam alcançados precisamos, em primeiro lugar, da colaboração e do entusiasmo de cada um dos servidores do Ministério. Trabalharemos pela integração das ações do MCT, aperfeiçoando a capacidade de gestão unificada do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. A secretaria executiva, as secretarias setoriais, o CNPq, a Finep, os institutos de pesquisa e as demais unidades irão atuar em conjunto, sem disputar espaços, de forma a potencializar iniciativas e aplicação de recursos.
Buscaremos a integração com a comunidade científica e tecnológica, via diálogo, cooperação e parceria com as suas entidades representativas e instituições de pesquisa. A consolidação do princípio de que a ciência e a tecnologia exercem papel estratégico na construção do País depende de todos nós. Mas não avançaremos no ritmo que os nossos desafios exigem se não contarmos com a participação constante e a contribuição crítica da comunidade científica e tecnológica.
Investiremos na integração da capacidade científica e tecnológica existente no Brasil com as ações governamentais, para resolução dos problemas nacionais. São muitos os exemplos de resultados exitosos, quando se une a maior e mais diversificada base científica e tecnológica da América Latina com a decisão do Governo de enfrentar desafios que se interpõem ao desenvolvimento do País.
Vamos aprofundar a integração do MCT com os programas e projetos de ciência e tecnologia desenvolvidos em outras áreas do Governo. Teremos participação ativa na formulação da nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, bem como de outras políticas que necessitam de apoio de C&T, como a da Saúde, do Agronegócio e da Defesa. Com o Ministério da Educação, trabalharemos na melhoria da formação de professores do ensino médio, no fortalecimento das universidades e dos centros de pesquisa e na meta de serem formados dez mil doutores por ano no Brasil, até o final do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A diretriz da integração levará o MCT a estreitar ações conjuntas com os sistemas de ciência e tecnologia dos estados, nas diversas regiões. Com maior conhecimento das realidades locais, eles sem dúvida poderão contribuir para a formulação de novas políticas, de maneira a ampliar a eficiência das ações do Ministério. A melhoria da distribuição geográfica do sistema nacional de C&T é decisão coerente com os propósitos de um Governo comprometido com a justa repartição da riqueza e do conhecimento. Será estimulado o surgimento de novos grupos de pesquisa, mas sem prejuízo do apoio a instituições tradicionais, que garantiram e continuam a assegurar o progresso da ciência no Brasil. Ao contrário, é nelas que estes novos grupos irão buscar as bases para saltos de qualidade.
Guardamos a certeza de que o setor empresarial será igualmente parceiro do MCT na integração de esforços. Precisamos alcançar o equilíbrio em uma relação na qual o Governo é praticamente o responsável exclusivo pela pesquisa básica e o principal provedor de recursos para a execução da pesquisa aplicada. As políticas públicas de ciência e tecnologia precisam ser complementadas pela participação da iniciativa privada. Disso resultará, entre outros aspectos positivos, maior capacidade do empresariado brasileiro para oferecer produtos e serviços mais competitivos, que possam substituir importações e incrementar exportações.
É larga, portanto, a estrada que temos para progredir lado a lado, com a participação dos que integram o MCT. Começaremos a alcançar nossos objetivos quando se aprofundar na sociedade a consciência de que o desenvolvimento científico e tecnológico é pressuposto para a consolidação da soberania nacional. Estaremos aprisionados aos jogos multinacionais de poder se, diante da globalização, nela tentarmos nos inserir de forma subalterna, sem sustentar os interesses do Brasil, entre eles os que tocam o desenvolvimento da ciência e da tecnologia nacionais. E só progrediremos nesta luta com o apoio dos brasileiros, cuja dignidade é a finalidade derradeira de qualquer ação do Governo.
Muito obrigado pelo apoio de todos, nestes primeiros passos da nossa caminhada.
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