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Inclusão Digital - 03/05/2006 - 02:17
Intel quer popularizar uso da web em países pobres
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A Intel, a maior fabricante mundial de semicondutores, investirá mais de US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para estimular a utilização de computadores pessoais em países pobres.De acordo com o programa "World Ahead", a Intel desenvolverá novos PCs de baixo custo, instalará infra-estruturas de transmissão sem fio, doará computadores a escolas e dará treinamento a professores. Paul Otellini, principal executivo da Intel, pretende anunciar a iniciativa hoje durante pronunciamento no Congresso Mundial da Tecnologia da Informação, que ocorre em Austin, no Estado americano do Texas.
O novo programa aglutina e amplia as atividades da Intel destinadas à abertura de novos mercados para seus chips. A empresa, sediada em Santa Clara, no Estado americano da Califórnia, está tentando estimular a utilização de computadores em regiões que considera cruciais para seu crescimento futuro. Os mercados emergentes responderão por 47% de todas as vendas de PCs até 2009, percentual bem superior aos 15% registrados em 1995, disse a Intel.
Nos próximos cinco anos, a Intel doará 100 mil PCs a salas de aula de todo o mundo e treinará 10 milhões de professores, informou a empresa em comunicado. Companhia patrocina padrão de acesso sem fio à internet A Intel também está patrocinando o desenvolvimento e a adoção de um novo padrão para o acesso sem fio à internet, chamado de WiMax. Atualmente, estão em andamento 175 testes da nova tecnologia, que se destina a fornecer acesso à internet a cidades inteiras por meio de apenas uma torre de transmissão de rádio, segundo a empresa. A Intel continuará a criar computadores mais resistentes a ambientes mais adversos - como por exemplo, locais muito quentes - do que os PCs atuais. A empresa já criou máquinas capazes de resistir bem a apagões e ao pó de alguns vilarejos da Índia.
A atuação da Intel na área de Educação já é tradicional. Fundada por professores universitários em 1968, a empresa sempre pautou a educação em suas ações corporativas. Por isso, participa da edição 2006 da Feira Educar, pelo terceiro ano consecutivo, para mostrar como é possível mudar o mundo por intermédio da educação. A Feira Educar acontece de 3 a 6 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.
No estande de 100 metros quadrados, será montada a chamada "Escola Modelo". A Intel pretende demonstrar uma visão diferente em educação aos visitantes da feira, com o objetivo de ajudar o processo de aprendizagem nas escolas públicas.
"Com a iniciativa de educação da Intel, ajudamos milhões de professores e alunos a fazerem uso eficaz da tecnologia para ensinar e aprender importantes habilidades para o século XXI, bem como a levarem a inovação tecnológica para a sala de aula e para a comunidade local", afirmou Rose Salvini, gerente de programas educacionais da Intel Brasil.
A Intel integrou tecnologia e educação e desenvolveu a "Escola Modelo", conceito educacional baseado no "Programa Intel Educação Para o Futuro", que prevê novas abordagens de treinamento e desenvolvimento das habilidades profissionais de professores, por intermédio da tecnologia de ponta.
A parceria permitirá que as "Escolas Modelo" contem com acesso a banda larga e TV a cabo, por meio da TVA, conteúdo digital das editoras Scipione e Ática e um guia de utilização dos conteúdos em sala de aula produzido pela Fundação Victor Civita.
Em dois anos, 300 escolas modelos em todo o brasil
A intenção da Intel e do Grupo Abril é que, no período de dois anos, existam 300 "Escolas Modelos" em todo o Brasil. "O projeto Escola Modelo possibilitará a implementação dos mais modernos e inovadores recursos educacionais, usando alta tecnologia nas escolas públicas. O objetivo é criar uma nova escola que servirá de modelo para apoiar o processo de mudança do sistema educacional por meio da tecnologia e possibilitar que os professores transformem suas salas de aula, tornando a aprendizagem mais atrativa e ajudando os estudantes a atingirem seu potencial máximo", explicou Rose Salvini.
A Intel selecionou algumas escolas para sediarem a Escola Modelo. Na primeira fase, há escolas de Piraí (RJ), Mangaratiba (RJ) e Rio das Flores (RJ), que já fazem parte deste novo conceito. No Estado de São Paulo, o projeto já está em plena atividade na escola Armando Gabam, no município de Osasco.
Para o funcionamento básico do projeto, a Escola Modelo deve contar com pelo menos um laboratório de informática, salas de aula com disponibilidade para novos aparatos tecnológicos e professores e diretores engajados na implementação do projeto e avaliação dos resultados.A Fundação Bradesco e o Senai utilizam seus expertise para executar o processo de formação dos professores nas metodologias e ferramentas previstas na "Escola Modelo".
Jornal do Commercio - PE
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