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Inovação Tecnológica - 09/08/2006 - 03:58
É TV ou é computador?
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Feita a escolha do modelo de transmissão no País (o japonês) a discussão para implantação do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) avança para dois aspectos ainda mais relevantes e, igualmente, polêmicos: a definição do tratamento dos aparelhos para formulação de uma política industrial e a formação do Fórum do SBTVD, que definirá regras importantes para o modelo de negócio das emissoras de TV e dos produtores de equipamento e conteúdo. Os dois temas polarizaram o debate sobre TV Digital promovido semana passada em seminári da Rio Info 2006.
O Fórum deverá estar formalizado nos próximos quatro meses. O Rio de Janeiro pleiteia ter, entre seus membros, um dos representantes da comunidade acadêmica e o representante (já confirmado) das empresas produtoras de software e serviços.
Já quanto ao tratamento industrial, a tendência, expressada por vários integrantes do governo, é de que televisores e conversores sejam enquadrados pelo governo como bens de consumo. Portanto, não sujeitos aos incentivos fiscais previstos na Lei de Informática.
Embora todos concordem que a TV digital é o futuro da radiodifusão, e que ela nunca substituirá o computador, há divergências, hoje, quanto ao fato de se já deve incorporar recursos avançados de computação, ou se ater à mera digitalização do áudio e do vídeo.
“TV Digital não é só uma televisão. Do ponto de vista do eletroeletrônico ela pode ser um celular e um computador também. Portanto, não pode ser considerada só um bem de consumo e ficar confinada à Zona Franca de Manaus, de jeito nenhum”, defende o professor Luiz Fernando Soares, da PUC-Rio, autor do middleware Ginga.
Moral da história: em 2011, os dois mundos serão tão convergentes quanto este monitor LCD que a Samsung vende no Brasil, e também funciona como TV.
O Dia - RJ
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