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Acordo Brasil-Ucrânia - 14/09/2006 - 09:48
Brasil e Ucrânia se preparam para o lançamento da Alcântara Cyclone Space
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Ciclone
Foto: Divulgação - AEB
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O Ministério da Ciência e Tecnologia publicou no dia 4 deste mês o estatuto da empresa binancional para lançamentos espaciais, resultado de um acordo entre Brasil e Ucrânia. Trata-se da Alcântara Ciclone Space (ACS), um consórcio para o lançamento de foguetes e satélites a partir da base de Alcântara, no Maranhão.
De acordo com o presidente da AEB, Sérgio Gaudenzi, o primeiro lançamento será do foguete Ciclone IV, no final de 2008 ou início de 2009. O foguete, segundo Gaudenzi, já fez mais de 300 testes com sucesso e poderá colocar em órbita um satélite brasileiro geoestacionário, que faz trabalho de segurança de vôos, meteorologia e na área de comunicação.
“É um grande avanço para o que representa, inclusive, para o domínio da tecnologia de lançamentos, que é uma coisa que é realmente difícil. Poucos países no mundo têm foguetes, fazem lançamentos, porque eu diria que essa é uma parte crítica dentro do programa”, afirma Gaudenzi.
A expectativa brasileira é fazer lançamentos comerciais de foguetes e satélites. O lucro obtido será dividido pela metade entre o Brasil e a Ucrânia. “O mercado espacial é muito valioso. Calcula-se que possa chegar a U$ 10 bilhões nos próximos anos. Com o lançamento da Alcântara Cyclone Space estaremos garantindo uma fatia desse mercado”, analiza.
Segundo Gaudenzi, a previsão inicial para a montagem da empresa, que terá sede em Brasília, é de US$ 100 milhões, divididos entre os dois países. O Brasil vai entrar com a área de lançadores, situada em Alcântara (MA) e a Ucrânia com a tecnologia do lançador, que foi desenvolvida por eles. Mas os benefícios irão muito além dos ganhos financeiros.
“Nós vamos ter o que se chama de acesso ao espaço, que é fundamental para um país que deseja ser de fato independente da área espacial”, afirma o presidente a AEB.
Outra vantagem para o Brasil é a possibilidade da nova empresa contratar profissionais brasileiros como cientistas, técnicos e engenheiros.
Em outubro o presidente da AEB deverá integrar uma comitiva do Ministério da Defesa que visitará a Agência Espacial Ucraniana. “Vamos discutir, entre outras coisas, o andamento dos trabalhos para a implantação da empresa”, informou Gaudenzi.
Além da Ucrânia, o Brasil possui acordos com a Rússia, um satélite em conjunto com a China, com a União Européia, com a Índia, a Ucrânia e também com a Nasa, dos Estados Unidos. “Nós temos uma gama muito grande de acordos de cooperação e estamos trabalhando bem com todos esses países”.
Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa da AEB
Assessoria de Comunicação do MCT
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