O ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, destacou hoje (26) que o Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime) vem a suprir o desafio de formar uma nova geração de empresários brasileiros que sejam empreendedores a partir de uma idéia, e não apenas a partir do capital. Ele acrescentou que a iniciativa, além de possibilitar investimentos em empresas que estão nascendo, visa à qualificação desses empresários. "Eles precisam de apoio financeiro e institucional", afirmou, na cerimônia de assinatura do acordo com 18 incubadoras-âncora de empresas selecionadas em todo o País para operar o programa.
O Prime investirá R$ 1,3 bilhão nos próximos quatro anos em empresas nascentes de base tecnológica. Conforme o ministro, com esse programa, o governo federal está apostando no desenvolvimento econômico do País. "E, naturalmente, no crescimento social", completou.
Segundo Rezende, os empresários que desejam participar da seleção devem apresentar um produto que seja viável economicamente. "Vão ter que mostrar que o projeto tem viabilidade", disse. Para o ministro, a implementação do programa possibilitará o aumento no número trabalhadores capacitados no País. "Depois de desenvolvido o produto, o próximo passo é ter uma linha de produção. É nessa hora que as empresas contratam seus funcionários. Com o Prime, esperamos atender a 5.400 empresas, que poderão gerar milhares de empregos", explicou.
O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Luis Fernandes, disse que a empresa beneficiada pelo Prime terá o projeto apoiado por duas modalidades de aporte financeiro. O valor total do financiamento será da ordem de R$ 240 mil por empresa. Esses recursos serão liberados em dois anos, sendo que a primeira parcela, de R$ 120 mil, virá do Programa de Subvenção Econômica à Inovação. "O recurso é não reembolsável", acrescenta. Já a segunda parcela terá como fonte o Programa Juro Zero, que prevê a devolução do empréstimo em 100 vezes sem juros.
O presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Guilherme Ary Plonski, considerou a iniciativa um fator essencial para o desenvolvimento brasileiro. Segundo ele, esses recursos vêm ao encontro dos anseios dos empresários. "Vão receber aquilo que faltava, os recursos", disse.