O Senado aprovou nesta quarta-feira (9) a criação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). Tramitando em caráter especial, o projeto de lei da Câmara dos Deputados (PLC 94/08) cria a empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O Centro tem sede em Porto Alegre (RS), mas poderá contar com unidades em outros estados e até no exterior. A matéria segue agora para sanção do presidente da República.
O Ceitec é uma empresa pública especializada no desenvolvimento e produção de circuitos integrados de aplicação específica (ASIC’s). Até agora foram investidos R$ 250 milhões na unidade, que até o final de 2009 deve concluir a fabricação do primeiro circuito integrado desenvolvido no País. O Centro foi projetado para ser uma pequena fábrica de semicondutores e, ao mesmo tempo, uma unidade de pesquisa e formação de profissionais. Sua principal função é receber um projeto de CI e transformá-lo em um dispositivo que será testado e poderá ser multiplicado e comercializado. Com o Ceitec em funcionamento, será possível ter um projeto de CI brasileiro devidamente testado e que, em breve, permitirá a adoção do chip desenhado e produzido no Brasil em novos produtos.
Entre as principais metas do Ceitec também está a inserção do Brasil no mercado global de semicondutores. Os investimentos feitos no setor permitirão a implantação de outras empresas de microeletrônica no País, que vão estimular a formação e capacitação de mão-de-obra especializada e a modernização de outros setores industriais na América Latina.
No Ceitec serão desenvolvidas tecnologias nas áreas de semicondutores, microeletrônica e afins. A empresa poderá negociar a produção dos CI, a concessão de licenças ou de direitos de uso de marcas e patentes, ou ainda promover a transferência de conhecimentos gerados na unidade. A empresa também atuará nas áreas de formação de recursos humanos, por meio de intercâmbio com universidades e centros de excelência em pesquisa e desenvolvimento, com outros órgãos públicos e com empresas.
Ainda farão parte de sua atuação a promoção e o suporte de empreendimentos inovadores nas áreas de software e hardware; o fornecimento de informações, disseminação de tecnologias alternativas e a realização de trabalhos integrados com instituições de pesquisa e desenvolvimento com outros órgãos públicos e empresas privadas.
Com informações da Agência Senado