O governo brasileiro vai reforçar sua participação no Programa Ibero-americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (Cyted). O compromisso do Brasil com o programa, que reúne mais de 20 países da América Latina além de Espanha e Portugal, foi reafirmado ontem (22), em Brasília (DF), pelo chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia (Assin/MCT), José Monserrat Filho. Representantes do Cyted se reuniram com o chefe da Assin e com o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Marco Antonio Zago.
O Cyted foi criado em 1984 e mantém programas em seis áreas temáticas: saúde; agroalimentação; desenvolvimento sustentável, mudanças globais e ecossistemas; promoção do desenvolvimento industrial; tecnologias da informação e telecomunicações e ciência e sociedade. De acordo com o chefe da Assin, José Monserrat, todas as ações do programa vão ao encontro dos interesses do governo brasileiro e das políticas que estão sendo implementadas pelo MCT. "Podemos e queremos manter os compromissos do Brasil com o programa. Faz parte da política do Brasil se associar aos países vizinhos. A América Latina é uma prioridade para nosso governo", disse.
Além de projetos nas seis áreas temáticas, o Cyted está desenvolvendo a Rede Genoma, que já conta com o apoio de vários países. De acordo com Monserrat, o Brasil tem todo o interesse em participar da iniciativa. "Nossa disposição, inclusive, é trabalhar para que o programa tenha outros projetos maiores como o Genoma, que certamente contará com a colaboração brasileira", acrescentou.
O secretário-geral do Cyted, Fernando Aldana Mayor, destacou a importância da colaboração do Brasil para o programa e a necessidade de ampliação das pesquisas. Segundo ele, além das áreas já definidas e da Rede Genoma, outros projetos maiores, relacionados à agricultura e ao meio ambiente, devem ser executados de forma conjunta na região. "Temos várias ações que necessitam da colaboração do Brasil, como os projetos de aproveitamento de dejetos agrícolas para a produção de energia. Essas e outras iniciativas poderão ampliar ainda mais a importância do Cyted para todos os países envolvidos no programa", destacou.