O Parque Zoobotânico (PZB) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) completa 113 anos na sexta-feira (15). O aniversário de um dos mais disputados espaços de lazer da cidade de Belém (PA) será comemorado até o fim do mês, com a realização de diversas atividades lúdico-educativas sobre o tema "Diversidade: a natureza, a cultura e as pessoas", além de palestras sobre a importância do Parque para a conservação da biodiversidade.
Composta por oficinas, trilhas, narração de estórias e apresentação de teatro de bonecos, a programação é destinada aos visitantes do Parque em geral, com atenção voltada, em particular, para crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais.
Aberto ao público, o Museu programou também um ciclo de palestras sobre o Parque, que ocorre nos dias 28 e 29, das 14h às 17h, no auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, à Avenida Magalhães Barata, 376. O objetivo é apresentar experiências positivas desenvolvidas em áreas verdes públicas, discutindo temáticas como: gestão participativa de áreas protegidas, manejo do uso público do Parque Zoobotânico, além da importância da Coleção Florística do Parque e a diversidade de plantas ornamentais da Amazônia.
História
Criado em 1895, pelo naturalista suíço Emílio Goeldi, o Parque Zoobotânico é tombado como Patrimônio Histórico Nacional e Estadual. Em seus 5,4 hectares, o Parque abriga significativa mostra da fauna e flora amazônica. Sua vegetação é composta por 480 espécies botânicas, na qual se destacam as árvores de grande porte, como a samaumeira, o visgueiro, o ipê, que florescem nessa época do ano, além de espécies ameaçadas de extinção, entre as quais o mogno.
A fauna livre é outro atrativo: cotias, garças, guarás, preguiças e outras espécies da fauna amazônica convivem livremente com os visitantes. O jacaré-açu "Alcindo", as onças-pintadas, os macacos, os quelônios, além de um novo morador, o "Irê" - uma ariranha-macho que chegou para fazer par com "Yara" - são atrações que encantam adultos e crianças.
Aberto ao público, o Parque recebe, em média, 200 mil visitantes por ano, e conta com o Centro de Visitantes, espaço de informação e de apoio ao público inaugurado em junho, e com o Núcleo de Visitas Orientadas ao PZB (Nuvop), responsável pelo agendamento de visitas de escolas, ambos localizados no andar térreo da Rocinha. Prédio símbolo do Museu Goeldi, a Rocinha abriga exposições de curta e longa duração, como a mostra "Reencontros: Emílio Goeldi e o Museu Paraense", que retrata a passagem de Emílio Goeldi pela instituição.
Veja aqui a programação.