O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) abre nesta sexta-feira (29) a mostra "Olhando o Céu da Pré-História: Registros Arqueoastronômicos no Brasil". Ao mesmo tempo, em parceria com instituições nacionais e locais, o MPEG realiza o 1º Encontro Internacional de Arqueologia Amazônica. A abertura da exposição será às 16 horas, na Rocinha, localizada no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém (PA).
No Brasil, a Arqueoastronomia se vale principalmente da arte rupestre – pinturas e gravuras pré-históricas deixadas em rochas, feitas com instrumentos (espátulas, pincéis, cinzéis) e tintas de origem orgânica ou mineral - para estudar os povos antigos e avaliar como o movimento dos corpos celestes influenciaram suas vidas. São vários os sítios arqueológicos de arte rupestre que apresentam motivos possivelmente astronômicos, como Monte Alegre (Pará), Xambioá (Tocantins), Pedra do Ingá (Paraíba), Central e Xique-Xique (Bahia), Vale do Cochá e Varzelândia (Minas Gerais), entre outros.
"Imagens com motivos astronômicos são encontradas em diferentes regiões do País", explica a arqueóloga do Museu Goeldi, Maura Imazio, uma das curadoras da exposição. Daí, o objetivo da mostra de apresentar, para o público, a interpretação dos astrônomos para esses vestígios arqueológicos que revelam parte do conhecimento astronômico das sociedades humanas que habitaram diferentes regiões do país há milhares de anos.
Mitos e constelações
Um dos destaques da exposição é uma sala escura que, além de transmitir noções de Arqueologia – ciência que estuda os vestígios deixados pelas sociedades antigas –, busca aguçar os sentidos dos visitantes ao recriar o ambiente de uma caverna com vestígios arqueológicos, para mostrar como é realizado o trabalho de campo do arqueólogo.
Serviço
Exposição "Olhando o Céu da Pré-História: Registros Arqueoastronômicos no Brasil"
A partir de 29 de agosto, na Rocinha, no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, à Av. Magalhães Barata, 376, Belém (PA)
1º Encontro Internacional de Arqueologia Amazônica, de 2 a 5 de setembro, na Estação das Docas, em Belém.
Mais informações no Portal do Museu Goeldi.