A preservação do patrimônio arqueológico nacional é uma das metas da Educação Patrimonial, que busca democratizar o conhecimento sobre os bens culturais. Por isso, o tema será discutido na mesa "Reflexões sobre a Educação Patrimonial na Amazônia", última seção de conferências e debates do Encontro Internacional de Arqueologia Amazônica.
O evento, que ocorre em Belém (PA), é realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT) e termina nesta sexta-feira (5).
Coordenada pela educadora do Museu Goeldi, Janice Shirley Souza Lima, e pela arqueóloga Márcia Bezerra, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), a mesa discute as práticas educativas e sua relação com o patrimônio arqueológico da Amazônia. O objetivo é refletir tanto sobre as políticas públicas relativas à Educação Patrimonial quanto sobre sua atuação nos projetos de Arqueologia vinculados a instituições públicas e empresas privadas.
Outro objetivo é dar início a um mapeamento dos projetos e programas de educação patrimonial existentes na Amazônia, com a finalidade de criar uma rede de educadores patrimoniais na região. "Queremos avaliar o status da Educação Patrimonial na Amazônia, e propor que essas ações também passem por uma avaliação", explica Márcia Bezerra. "Assim como o Iphan fiscaliza o resgate arqueológico, o trabalho de educação patrimonial, que envolve as pessoas, também deve ser acompanhado, para que se possa avaliar o impacto dessas ações para as comunidades locais e para a preservação do patrimônio arqueológico", afirma.