A Câmara Técnica Permanente de Espécies Ameaçadas de Extinção do Programa Extinção Zero do Governo do Pará será formada amanhã (25), durante a reunião convocada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Os pesquisadores da Coordenação de Zoologia do Museu Paranaense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Teresa Cristina Ávila-Pires e Alexandre Aleixo serão os representantes da Instituição na Câmara. Alexandre Aleixo coordenou o processo de formulação do banco de dados geo-referenciado com mais de 900 espécies candidatas e a formulação da Lista Vermelha definitiva.
Para formar a Câmara Técnica, a Sema convidou representantes de instituições científicas e pesquisadores da área, como o MPEG, que junto com a Conservação Internacional (CI) e a Sema, coordenam o processo de elaboração da Lista de Espécies Ameaçadas do Pará. Para esse trabalho foram mobilizados tanto a comunidade científica quanto o setor produtivo, que culminou com a indicação de 181 espécies de plantas e animais em três categorias de risco: criticamente em perigo (CR); em perigo (EN); e vulnerável (VU).
A Câmara Técnica Permanente tem como objetivo acompanhar e avaliar permanentemente a Lista, propondo a inclusão ou a exclusão de espécies, ou ainda modificações de categoria de ameaça. A instância vai discutir ainda os critérios técnico-científicos para o aprimoramento do método de formulação da Lista; propor normas e critérios para elaboração dos planos de proteção e recuperação da fauna ameaçada, bem como para os planos de gestão da flora ameaçada. Além disso, a Câmara deverá sugerir diretrizes e estratégias para o fomento a pesquisas sobre espécies ameaçadas de extinção; a identificação, delimitação e priorização de áreas críticas para a biodiversidade; e, por fim, para a monitoração permanente do estado de conservação das áreas críticas, propondo medidas que garantam a integridade desses espaços.