MCT realiza no Rio oficina sobre Antártica para jornalistas
O glaciologista Jefferson Cardia Simões ressalta que API congrega mais de 60 mil cientistas de 63 países
Foto: Ali Celesino/Finep
Depois de investir R$ 28 milhões em atividades científicas na Antártica para o biênio 2007-2009, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) realiza, hoje (6), no auditório da Financiadora de Estudos de Projetos (Finep/MCT), no Rio de Janeiro, uma oficina com cientistas e jornalistas de veículos nacionais e regionais. O objetivo é divulgar ações brasileiras no Ano Polar Internacional (API), que começou em 2007 e termina em março de 2009. Na ocasião, os profissionais de comunicação vão conhecer a importância das pesquisas realizadas no continente gelado.
O glaciologista Jefferson Cardia Simões ressalta que o API congrega mais de 60 mil cientistas de 63 países. As pesquisas desenvolvidas buscam desvendar o papel das duas regiões polares no ambiente global. Os estudos brasileiros estão voltados para o meio ambiente, buscando compreender a relação das questões de mudanças climáticas na Antártica com o resto do mundo, em especial no Brasil.
"Nós só queremos melhor gestão do nosso meio ambiente, mas, para isso, temos que entender melhor essas interrelações da Antártica com o Brasil. Além do que, o continente gelado é o principal controlador do nível médio do mar. Então, temos que conhecer melhor", justifica Jefferson Simões
A Antártica é um dos principais controladores do clima e da temperatura no mundo. Jefferson Simões explica que a história ambiental mostra que as massas de ar frias atingem o Brasil, provocando um desequilíbrio ambiental. Isso afeta o meio ambiente brasileiro, o que causa impactos socioeconômicos.
A oficina terá a apresentação de outros dois palestrantes: a bióloga Lúcia Siqueira de Campos e o oceanógrafo Ronald Buss. A primeira vai explicar a importância da biodiversidade na Antártica, demonstrando que o conhecimento da fauna e da flora no Pólo Sul pode dar pistas importantes para uma melhor compreensão das mudanças climáticas. Já Ronald Buss abordará a interação entre oceano e atmosfera no continente antártico.
Esse é o primeiro Ano Polar Internacional com efetiva participação do Brasil. O País soma-se a outras 62 nações que desenvolvem 227 projetos científicos com investigações laboratoriais nas regiões polares. Outra oficina sobre o assunto está programada para a próxima sexta-feira (10), em São Paulo.
Deográcia Pinto - Assessoria de Comunicação do MCT